Zootecnistas discutem a importância e dificuldades da profissão

Zootecnistas

A roda de conversa na Expoingá é tradicional e é parte dos eventos alusivos ao Dia do Zootecnista, comemorado no dia 13 de maio

O trabalho do zootecnista no dia a dia das fazendas, nas empresas ou junto aos laboratórios foi o assunto debatido neste sábado, 13, no auditório Luiz Antônio Penha, como parte das comemorações alusivas ao Dia do Zootecnista. Há vários anos o evento do Dia do Zootecnista acontece durante a Expoingá, ambiente que tem tudo a ver com a formação do profissional de zootecnia.

A roda de conversa foi organizada pelo Departamento de Zootecnia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) em parceria com a Sociedade Rural de Maringá (SRM), entidade que realiza a Expoingá.

As histórias da Expoingá e da Zootecnia da UEM caminham em paralelo e em muitos momentos se unem, tornando-se uma só. Isto porque quando da realização da primeira Expoingá, há meio século, uma das exigências era a presença de um zootecnista no Departamento de Pecuária. Na época, nem mesmo os criadores sabiam o que era um zootecnista, mas tiveram que ‘importar’ um de uma das duas universidades no Brasil que tinham cursos de Zootecnia, uma no Rio Grande do Sul, outra em Minas Gerais. Este episódio acendeu o alerta e a UEM trabalhou às pressas para trazer o curso de nome difícil, mas com amplo mercado de trabalho.

Hoje a Expoingá é o ambiente dos zootecnistas. A presidente da Sociedade Rural, Maria Iraclézia de Araújo, é zootecnista formada no curso que nasceu por causa da Expoingá, o diretor de Pecuária da SRM, Jucival Pereira de Sá, também é zootecnista e fez seu estágio na Expoingá 40 anos atrás, hoje tem vários profissionais de Zootecnia prestando serviço na feira e dezenas de estagiários dos cursos de Zootecnia.

O zootecnista no pasto e na indústria

A roda de conversa da manhã deste sábado contou com a presença de profissionais, professores e de estudantes, que trocaram experiência e tiraram dúvidas sobre o exercício da profissão.

O zootecnista  Edmar Pelusi, Mestre em pastagens e forragicultura, acostumado a ajudar e ensinar produtores e técnicos a manejar pastagens em fazendas de pecuária de corte na prática e, assim, alcançarem resultados mais satisfatórios, conversou com os presentes sobre o dia a dia do trabalho. Outras palestras também abordaram os cenários da profissão na manhã deste sábado.

O professor Leandro Dalcin Castilha, que organizou o evento, disse que o Dia do Zootecnista é reconhecido por lei federal, e que a celebração desta data remonta a implantação do primeiro curso no Brasil, criado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), na cidade de Uruguaiana (RS), no ano de 1966.

O ambiente dos estagiários

Os participantes da roda de conversa foram recepcionados pelo professor Ulysses Cecato, representando o Departamento de Zootecnia da UEM, o zootecnista Jucival Pereira de Sá, diretor de Pecuária da Sociedade Rural e coordenador de toda a parte de pecuária da Expoingá, e pela presidente da Sociedade Rural de Maringá, Maria Iraclézia de Araújo, também zootecnista e que já foi estagiária na Expoingá.

Jucival, que estudou na UEM, destacou a ligação do curso de Zootecnia com a Expoingá, lembrando que “meninos e meninas que fizeram estágio aqui hoje são profissionais de destaque em diferentes regiões do Brasil, levando aos produtores os benefícios possíveis com a Zootecnia”.

Ao longo da história, praticamente todos os estudantes de Zootecnia da UEM fazem estágio na Expoingá. Iraclézia disse que o curso de Zootecnia foi decisivo em sua vida. Foi por causa do curso que ela estagiou na Expoingá, trabalhou vários anos na Sociedade Rural e tornou-se a primeira mulher a presidir uma sociedade rural no Brasil, um ambiente predominado por homens.

Serviço

Roda de conversa “Cenários da profissão no campo e na indústria”

Comemoração do Dia do Zootecnista

Expoingá 2023

Realização: Deptº de Zootecnia da UEM e Sociedade Rural de Maringá

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