4º Congresso de Integração de Direito e Agronegócio reúne 1 mil participantes e quatro palestrantes de peso na Expoingá

Agrojur (2)

O 4º Congresso de Integração de Direito e Agronegócio (AgroJur) reuniu 1 mil inscritos na noite desta quarta-feira, 10, na Expoingá, se tonando por mais um ano sucesso de público. “Em apenas dois dias de divulgação, tivemos as inscrições esgotadas. Isso mostra que a Expoingá não é apenas show e entretenimento, é um evento múltiplo, completo e de difusão de conhecimento da mais alta qualidade”, frisa Alcides Pinto, advogado e presidente da Sociedade Rural Maringá Jovem (SRM Jovem), que lidera o encontro.

O congresso contou com quatro palestras ministradas por nomes de peso do ramo, como o desembargador e presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), Luiz Fernando Tomasi Keppen, que tratou o Estatuto do Produtor Rural; o deputado estadual Tiago Amaral, presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Paraná, que explanou sua experiência como advogado, produtor, parlamentar e as legislações do estado para o ramo. O congresso teve, também, a administradora especialista em Agronegócio e mestre em Gestão de Empresas, Mariely Biff, que tratou a Sucessão e Governança Familiar e, ainda teve Rafaela Parra, advogada, especialista em Direito Ambiental, que trabalhou a temática Direito e Agronegócio com os participantes.

Além de debates sobre temas relacionados ao agro e às aplicações jurídicas, o Agrojur deste ano promoveu ainda mais o incentivo à ciência e à pesquisa. Nesta edição, os participantes submeteram trabalhos científicos por meio de edital, que foram avaliados por uma banca avaliadora e no final, os cinco melhores trabalhos receberam menção honrosa.

De acordo com o presidente do TJPR, o Estatuto do Produtor Rural é uma iniciativa legislativa que trabalha ativamente com base na jurisprudência das Câmaras de Direito Bancário do Tribunal. “A ideia é termos uma legislação que proteja o homem  do campo. O homem que trabalha, que acorda cedo, que produz a comida para a mesa do brasileiro. Para nós é motivo de muita alegria divulgarmos esse projeto de lei tão importante”, comenta.

A especialista em Direito Ambiental, Rafaela Parra, falou sobre o papel do agro na economia e como o Direito pode auxiliar o mercado. “Temos as leis que circundam o agronegócio e queremos explorar as oportunidades dentro dea legislação, para que o operador do Direito e do Poder Judiciário possa conduzir da melhor forma, de modo que o agro desfrute de um ambiente de segurança jurídica em seu ramo”, expõe.

Já Biff, tratou a Sucessão e Governança Familiar, discorrendo os desafios de estabelecer e organizar o processo de sucessão dentro das propriedades, para os jovens observarem os pontos que devem se atentar para fazer um bom trabalho. “É um assunto muito aplicável”, comenta.

O evento reuniu profissionais e estudantes de várias áreas, principalmente do Direito, do Agronegócio e da Agronomia. Vitor Matias, 25 anos, é estudante de Direito e pretende atuar na defesa das causas do campo. “Quero ficar inteirado e já conhecer melhor essa área para amadurecer a minha ideia de especialização. Também serei herdeiro de terras. É um dos temas do congresso”, comenta.

Gabriel Rodler, 20 anos, estudante de Engenharia Agronômica, se inscreveu no AgroJur para ficar por dentro sobre as legislações do trabalho do campo. Outra motivação foi a matéria que cursa neste semestre, que é Perícia e Avaliações Agrícolas.

 

 

 

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