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Mais de 200 estagiários trabalharam na Feira


Por tratar-se do maior evento regional do agronegócio, a Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá (Expoingá) torna-se a maior oportunidade de estágio para universitários dos cursos ligados ao setor produtivo. Na edição deste ano, a de número 46, mais de 200 jovens das instituições de ensino superior de Maringá tiveram oportunidade de colocar em prática os ensinamentos que recebem em sala de aula, especialmente os dos cursos de Medicina Veterinária, Zootecnia, Engenharia Agrícola e Agronomia.

O diretor de Pecuária da Sociedade Rural de Maringá (SRM), zootecnista Jucival Pereira de Sá, considera primordial a presença dos estagiários, primeiro porque “são eles que ajudam a Expoingá acontecer, atuando em todas as áreas do evento, segundo porque é uma oportunidade para que eles estejam em contato com o trabalho que farão depois que concluírem seus cursos”.

Só a Coordenação de Pecuária, dirigida por Sá, contou com 34 estagiários, todos do Curso de Zootecnia da Universidade Estadual de Maringá. Eles atuaram na recepção de gado, cavalos, ovelhas, suínos, cuidaram de documentações, tanto para exposição quanto para a participação nos concursos e leilões, colocação de argolas, além de outras atribuições.

“Nosso trabalho começa antes da feira, pois alguns animais chegam para os pavilhões antes da abertura do evento, e volta a se intensificar nos últimos dias devido aos concursos e leilões”, disse Shirley de Souza, do segundo ano de Zootecnia da UEM. “Aqui colocamos em prática o que estudamos, conhecemos características de diferentes raças e temos a oportunidade de recebermos informações de profissionais experientes que estão trabalhando ao nosso lado”. O próprio Jucival, que dirige a Coordenação, é um dos primeiros zootecnistas formados pela UEM e conta com a experiência de muitos anos na organização da Expoingá.

No Plantão Veterinário, 120 acadêmicos do curso de Medicina Veterinária do UniCesumar atenderam desde cavalos com cólica até touros de quase uma tonelada feridos em provas de rodeio. O Plantão funcionou 24 horas por dia.

“Uma das vantagens de estagiar na Expoingá é a variedade de casos que chegam às nossas mãos”, disse Aleff Gabriel Musso, aluno do 4º ano que coordena uma das equipes do Plantão. Segundo ele, o procedimento do estagiário já é bem parecido com o do veterinário profissional. “Começamos com a abordagem do animal, conversamos com o tratador e depois vamos para o tratamento. Não corremos o risco de erramos por inexperiência porque temos conosco professores do curso e dois médicos residentes”.

Os alunos da Veterinária do UniCesumar podem estagiar a partir do 2º ano e o tempo do estágio contará como carga horária. “Como muitos proprietários de animais não trazem para feira seus veterinários, nós é que acabamos atendendo”, conta Isabela Cardoso, do 4º ano. “Tivemos casos desde cavalos com cólica até touros e cavalos feridos no rodeio e pudemos dar o nosso melhor, como faríamos se já estivéssemos formados”, continua Vanderlei Gross, do 2º ano.

Além dos estagiários de Veterinária e Zootecnia, também de Agronomia e de outras áreas ajudaram a fazer a Expoingá deste ano. “Seria impossível realizarmos um evento agropecuário deste porte se não contássemos com os estagiários”, disse o diretor de Pecuária. Além dos estudantes que serviram diretamente à SRM, muitos foram trazidos por entidades parceiras, como Emater, Adapar, além das empresas.